28/09 - Gdańsk


Saunas são como dar a bunda pro Robertinho. Lá no meio da brincadeira, a gente não sabe se está gostando ou se está sofrendo. Quando começa a doer muito a gente pede pra tirar, mas aí, quando ele tira, sente aquela falta, pede pra colocar de novo, é assim sucessivamente.
Hoje acordei à 6 da madrugada, ainda no escuro, porque não podia deixar de marcar presença. Uma piscina pública, com sauna, completamente gratuita, aberta a todos, das 6:00 às 9:30. Indo pra lá, me perguntava, "será que está merda vai estar aberta mesmo? Quem vai cair da cama deste horário pra levar um tranco do Robertinho, digo, nadar nesta água gelada?"
Um monte de gente! Sauna lotada, e vários heróis se jogando naquela piscina, a 15 graus. Coisa que também fiz, para meu mais indescritível desespero... Eu não imaginava que até minhas bolas poderiam doer de frio, ou que, pelo contraste, eu sentiria até calor ao sair daquela água gelada. A sauna era uma sauna. Com a temperatura quase igual à de Marrocos. E sem nenhuma mulher peladona, todo mundo comportado. Não era permitida fotografia, das meninas de maiô que fosse, então paguei eu mesmo peitinho, para deleite de minha minúscula audiência.

O flixbus que me levaria até o aeroporto de Copenhagen, como tradicional, saía lá da puta que pariu. Tive que tomar o bonde, e, neste, pagar pela passagem, assim que entrei vi o fiscal conferindo a compra do bilhete. 2X1 pra mim.
No aeroporto, surpresa, o vôo da Wizz Air atrasado 1 hora e meia. É a mesma companhia que vou pegar pra me levar pra Portugal, de onde sai o vôo de volta pro Brasil, com só duas horas de folga pra conexão. Vai dar merda, gigantesca.

O lounge do aeroporto, apesar de ser Dinamarca, aquela coisa bem mais ou menos, e lotado. Com a hora adicional de espera, fiquei lá me entupindo de comida ruim, e ao chegar aqui, já anoitecendo, ainda não estava com fome. Descobri também, naquele tempo todo plantado lá, que o vôo da HiSky, aparentemente por sair da Moldávia, não é coberto pelas cláusulas de proteção ao consumidor aéreo. O E-mail que enviei pra eles, reclamando de ter tido o embarque recusado até agora não foi respondido, duvido que venha a ser. Nada a fazer. Chupa, Aderbal!

No hotel, finalmente um quarto bom, grande, classudo, meio anos 60, e com banheiro dentro. Fica mais próximo da região do porto, onde o metalúrgico deles fez história, mas à noite não faria muito sentido ir praquela região, o centro fica mais longe, mas decidi ir naquela direção, ao menos procurar algo para comer no caminho, mesmo não estando com fome, para não ficar trancado no quarto, sozinho, vendo Netflix.
Seria uma longa caminhada até chegar a lugar mais interessante, para ter que voltar depois. Ao passar pela frente de um cinema, disse a mim mesmo: É aqui. Pelo menos é o tipo de coisa que costumo fazer sozinho em São Paulo, sem este subtexto de fui largado na mão e agora preciso arranjar coisas pra encher linguiça.
Procurei algum lugar para jantar. Tudo meio longe, meio caro, meio provavelmente demorado ou entåo, ao contrário do que o Google Maps indicava, já fechado. Acabei comendo um cachorro quente de Zabka, o Oxxo deles, apenas para depois passar no supermercado pra comprar umas jujubas e ver salgados bem mais interessantes na vitrine.
No cinema, um esquema de preço como o de teatro, invertido: quanto mais próximo da tela, mais barato. Tendo identificado uns 20 assentos comprados na telinha da bilheteria, claro que comprei o mais barato, lá no cheira-saco, e depois pulei para fileira mais recuada. Mas a garotada comprou assentos lá mais no fundo, pelo dobro do preço, nem lhes passou pela cabeça fazer o mesmo. Cinemark enrola bastante pra começar, mas aqui batem o recorde. Excruciantes 29 minutos de trailers e comerciais, para um filme de hora e meia!


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